Filme dirigido por Horatiu Malaele e traz no elenco Iona Anastasia Anton, Meda Andreea Victor, Alexandru Potocean Valentin Teodosiu, Alexandru Bindea, Luminita Gheorghiu, Vasile Albinet e Doru Ana. É um longa delicado e traz como cenário a Romênia. Num pequeno vilarejo, vários personagens interessantes, as conversas de bar e um casamento interrompido pela notícia da morte de Stalin (05/03/1953), então líder da União Soviética (que liderou a Romênia da 2ª Guerra até a queda do Muro). A decisão é continuar a festa. Uma criança acompanha tudo. A sequência da história é surreal e lembra o cinema mudo. A fotografia é muito bonita, os atores parecem pessoas comuns. Metaforicamente o filme mostra, em tons de comédia e drama, o que é estar silenciado. Prestem atenção na frase final do filme.
domingo, 28 de março de 2010
CASAMENTO SILENCIOSO (Nunta Muta)
Filme dirigido por Horatiu Malaele e traz no elenco Iona Anastasia Anton, Meda Andreea Victor, Alexandru Potocean Valentin Teodosiu, Alexandru Bindea, Luminita Gheorghiu, Vasile Albinet e Doru Ana. É um longa delicado e traz como cenário a Romênia. Num pequeno vilarejo, vários personagens interessantes, as conversas de bar e um casamento interrompido pela notícia da morte de Stalin (05/03/1953), então líder da União Soviética (que liderou a Romênia da 2ª Guerra até a queda do Muro). A decisão é continuar a festa. Uma criança acompanha tudo. A sequência da história é surreal e lembra o cinema mudo. A fotografia é muito bonita, os atores parecem pessoas comuns. Metaforicamente o filme mostra, em tons de comédia e drama, o que é estar silenciado. Prestem atenção na frase final do filme.
PEQUENAS HISTÓRIAS
Uma delícia a simplicidade com que se apresenta este filme nacional, que traz Marieta Severo costurando uma colcha de retalhos entre uma história e outra. O filme é do mesmo diretor de O menino Maluquinho (Helvécio Ratton) e traz no elenco Patrícia Pillar, Paulo José e Gero Camilo. Na história de Zé Burraldo encontramos uma criatura simples que é facilmente enganada pelos outros. Traz a reflexão de como é bom e ao mesmo tempo ruim, ser inocente. Bom porque é uma criatura sem máscaras, mas ruim porque se engana, mas no final das contas, o que vale é a boa índole do Zé. Esta história é baseada no conto de Ricardo Azevedo (Façanhas de Zé Burraldo). As histórias remetem à vida no campo, às lendas (como da Iara), mas também mostra, com sutileza, o quanto as pessoas se transformam quando estão mergulhadas na ilusão do "ter". Traz em uma das histórias a lenda da cidade de São João Del Rey (Procissão das Almas). A única das histórias que acontece na zona urbana é a do Natal (com Paulo José como papai Noel). Legal.Trailer:
terça-feira, 23 de março de 2010
VAN GOGH
Filme premiado pela Academia Francesa (César de melhor ator para Jacques Dutronc) e melhor filme de 1991 pela revista francesa Cahiers du Cinéma. Dirigido por Maurice Pialat traz os dois últimos meses da vida do pintor holandês Vincet Van Gogh (Jacques Dutronc) em 1890. Ele tem menos de 40 anos. Hospeda-se na casa do seu médico, Dr. Gachet (Gérard Sety) que é louco por pintura e se envolve com a filha dele, Margueritte (Alexandra London), quase uma adolescente. Vincent Van Gogh não se adapta ao mundo, nem a vida, nem a ninguém. O que o filme me mostrou foi que a única coisa que o deixava um pouco em paz, era pintar. Sente-se deslocado, avesso ao que o rodeia. Não consegue amar... A fotografia do filme é belíssima, cheia de poesia, de campos de trigo (Van Gogh pintando, usando seu chapéu de palha), e transparece a história de um artista frágil, instável, cuja loucura fica implícita em seu jeito estranho. Maurice Pialat, que pintava antes de começar a carreira cinematográfica, homenageia o pintor. O filme vale pelo conteúdo histórico, pela fotografia, mas deprime um pouco ver um gênio tão angustiado com a própria existência. Valeu também pela pesquisa que fiz sobre o diretor e acabei aprendendo um pouquinho sobre o cinema frances, que eu gosto.(Veja a pesquisa abaixo).Maurice Pialat nasceu em 1925 e foi um importante cineasta francês, ensaiou a carreira de pintor, o que o faz entrar numa escola de Artes Decorativas. Só em 1969, com quase 45 anos, ele estréia com "A Infância Nua". Em 1972, seu primeiro sucesso de público, " Nós Não Envelheceremos Juntos". Em 1980 ele convida dois atores, Gérard Depardieu e Isabelle Huppert, e roda "Loulou" (um filme sobre relações desajustadas dentro de um caso de amor, que ganha status de cult e passa a influenciar diversos realizadores franceses). Em 1983, roda "Aos Nossos Amores". Em 1987, recebe a Palma de Ouro em Cannes por "Sob o Sol de Satã".(Pesquisa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Pialat, http://www.verdestrigos.org/wordpress/?p=938, entre outros).
Hoje não colocarei o trailer, veja as telas de Van Gogh:
http://www.youtube.com/watch?v=XemweIAvi8Q
sábado, 20 de março de 2010
CÓDIGO DE CONDUTA
Um homem que perde tudo é capaz de qualquer coisa. O tema principal deste filme é a revolta contra o sistema judiciário. Traz Gerard Butler como um pai de família que presenciou uma tragédia e vê os responsáveis pela sua perda, serem beneficiados com um "acordo judicial". Contracenando com Gerard Butler está Jamie Foxx (que dispensa comentários depois de interpretar Ray Charles), que é um advogado que sempre ganha suas causas. Gerard surpreende com uma encenação no começo do filme, com uma expressão dramática (que muitos acreditavam que ele não seria capaz). No desenrolar, foi obviamente aquele jeitão psicótico-lunático de 300 que nós conhecemos, com pitadas de humor negro. Outra atriz de calibre, Viola Davis, interpreta a prefeita. O filme é interessante, tem drama, ação e muitas situações inesperadas, por conta da inteligência do personagem de Gerard. Até agora, não concordo com o final do filme. Assistam e comentem.Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=n34wVRu0-rQ
domingo, 7 de março de 2010
O TIGRE E A NEVE (La Tigre e La neve)
Produção italiana de 2005. Atillio (Roberto Benigni) é um professor de poesia, apaixonado e que vive a sonhar (literalmente) com Vittoria (Nicoletta Braschi). Ele vive atormentado por uma paixão (aparentemente) platônica e quando vai a uma palestra do amigo iraquiano Fuad (Jean Reno), a encontra. Ela está escrevendo um livro sobre Fuad. Ao viajar para o Iraque, ela sofre um acidente. Attilio embarca numa missão maluca para conseguir entrar no país invadido por soldados norte-americanos e cuidar de Vittoria. O que percebi é que há um paralelo entre o Tigre e a Neve e A Vida é Bela (onde Benigni fez a festa no Oscar): a situação dramática e cômica onde os personagens de Benigni, sempre atrapalhados, se metem em situações inusitadas e insanas em meio à guerra. Quem traz um pouco de realismo à história é Fuad. Não conheço outros trabalhos de Nicoletta Braschi, mas achei sua atuação sem expressão. Emilia Fox (Jornada da Alma) faz uma ponta no filme. No final, temos uma surpresinha. Assistam!trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=JfAZ0nBV1Zg
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