terça-feira, 7 de setembro de 2010

NOSSO LAR (2010)

Acabei de chegar do cinema. Me emocionei com o filme, então, estou aqui para escrever sobre ele. (Me lembrou Amor Além da Vida e Ghost). Muitos viram o trailer, outros sabem a história, mas para quem não sabe, o filme baseia-se num livro psicografado por Chico Xavier em 1943, ditado pelo espírito de André Luiz. Traz a história do médico André Luiz, quando chega ao mundo espiritual, depois de uma morte precoce deixando esposa e três filhos pequenos. Durante um período, ele não tem consciência de que desencarnou e depois de passar por uma fase de sofrimento, dúvidas e desequilíbrio, é socorrido na Colônia Espiritual Nosso Lar, onde vai receber os cuidados de Lísias e aos poucos, vai compreendendo a vida após a vida, conversando com Emmanuel e com vários espíritos superiores que tomam conta do lugar. Gostei da fotografia, dos pequenos detalhes de flores, lagos, luzes e da música instrumental no piano (Moonlight Sonata, de Beethoven) e também dos violinos. Os prédios lembram as obras de Niemeyer e dá a impressão de filme futurista (o que pra mim faz todo sentido, já que acredito que no futuro, depois da morte, é o que há, para quem merecer). O filme faz refletir sobre a razão da existência, já que somos seres eternos e em evolução e também nos faz pensar sobre nossos sentimentos e o quanto as sensações negativas nos adoecem. A título de curiosidade, existe a sequência da história no livro Os Mensageiros também do Chico Xavier (André Luiz conta sua evolução em 16 obras). Gostei muito.
"A vida não cessa e a morte é um jogo escuro de ilusões
Fechar os olhos do corpo não decide os nossos destinos
É preciso navegar no próprio drama ou na própria comédia
Uma existência é um ato
Um corpo, uma veste
Um século, um dia...
E a morte, a morte é o sopro renovador...
Mas não vou sofrer com a idéia da eternidade
Há sempre tempo de recomeçar"
(Texto de Nosso Lar)
Elenco: Renato Prieto (André Luiz), Fernando Alves Pinto (Lísias), Othon Bastos (Anacleto), Paulo Goulart (Genésio), Werner Schünemann (Emmanuel), Lu Grimaldi, Chica Xavier,entre outros

domingo, 29 de agosto de 2010

A ULTIMA MUSICA (The last song, 2010)


Se você já viu O Diário de Uma Paixão, Um Amor Para Recordar, Noites de Tormenta e Uma Carta de Amor, também vai gostar de A Última Musica, porque todos são filmes adaptados de livros de Nicholas Sparks, (que também escreveu o roteiro deste filme). A história se passa numa pequena cidade no litoral dos EUA, quando Kim (Kelly Preston), leva seus dois filhos de Nova York para passar as férias de verão com o pai, que se mudou após o divórcio. Ronnie (Miley Cyrus) é uma é uma musicista talentosa, inteligente, sensível, porém agressiva, e seu irmão Jonah (Bobby Coleman), uma criança que ilumina a história (a atuação do menino é irretocável me tirou lágrimas mais de uma vez durante a sessão). Steve é um pai paciente, que está muito feliz com a chegada dos filhos (Greg Kinnear, que foi coadjuvante de Jack Nicholson em Melhor Impossível, lembram?). Durante o filme, Ronnie se apaixona, briga, bate portas, mas vai amadurecendo em razão dos acontecimentos. O lugar é bonito e a trilha sonora é boa. Claro que os recursos hollywoodianos estão muito presentes, mas é uma boa história. O filme passeia entre o romance e o drama, tudo bem costurado com o amor à música. Vi um pouquinho dos meus filhos na história, talvez tenha sido a razão de eu ter me emocionado. Gostei!
Elenco:
Miley Cyrus (Ronnie Miller), Greg Kinnear (Steve Miller), Bobby Coleman (Jonah Miller), Liam Hemsworth (Will Blakelee), Kelly Preston (Kim).
Trailer:

  • segunda-feira, 12 de julho de 2010

    KOLYA (1996)



    Filme premiadíssimo entre 1996 e 1997. É tocante, doce e comovente. Na locadora já me encantei pelo menino Kolya (Andrej Chalimon), olha a carinha dele e vê se resiste. A história se passa em Praga e mostra Louka (Zdenek Sverak), um músico de meia-idade, solteirão, namorador, mas muito solitário. As circunstâncias trazem para ele o menino russo Kolya. O músico passa a cuidar da criança, mesmo sem saber o que fazer com ela. Ao longo do filme acompanhamos que a experiência de ter ao seu lado o pequeno faz com que renasça nele uma sensibilidade esquecida. O interessante é que russos e tchecos são inimigos porque na época havia o dominio russo sobre a antiga Tcheco-Eslováquia (que acabou com a Revolução de Veludo, em 1989), então, a história política permeia a historia de Kolya e Louka. A atuação do menino é comovente, ao assistir não tem como não se emocionar com as lágrimas dele, que vem do fundo do peito, da dor de se sentir só, de não saber direito o que está acontecendo em sua vida. As cenas de Kolya tocando seu violino, usando o chuveirinho do banheiro como se telefonasse para sua avó são belíssimas. O que encanta neste filme é que Kolya age como criança. Não perca!
    Trailer:
    Prêmios:
    Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood -Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
    Festival Internacional de Cinema de Tóquio - Grand Prix de Tóquio (Jan Sverák)
    Prêmio de Melhor Roteiro - Festival Internacional de Veneza, Itália
    Prêmio Horizontes de Veneza - Menção Especial (Jan Sverák)
    Prêmios Globo de Ouro, Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
    Prêmios para Jovens Artistas, EUA -Prêmio de Melhor Ator ou Atriz Jovem em Filme Estrangeiro (Andrei Chalimon)
    Prêmios Leão Tcheco, Praga, República Tcheca - Leão Tcheco de Melhor Filme, Leão Tcheco de Melhor Direção (Jan Sverák), Leão Tcheco de Melhor Roteiro, Leão Tcheco de Melhor Ator (Jan Sverák), Leão Tcheco de Melhor Atriz (Libuse Safránková), Leão Tcheco de Melhor Ator Coadjuvante (Andrej Chalimon), Leão Tcheco de Melhor Edição.
    Diretor: Jan Sverak
    Roteiro: Zdenek Sverak
    Produtores: Eric Abraham e Jan Sverak
    Elenco: Zdenek Sverak, Andrej Chalimon, Irena Livanova e Ondrez Vetchy

    sexta-feira, 14 de maio de 2010

    ALMOÇO EM AGOSTO ( Pranzo di Ferragosto, 2008)


    Melhor Filme de Estreia do 65º Festival de Veneza em 2008, nos proporciona uma comédia lúcida. Dirigida pelo roteirista de Gomorra, Gianni di Gregorio, que também atua. Gianni, um homem de meia idade que mora com sua mãe, passa por dificuldades financeiras e está prestes a ser despejado. Diante da situação, o síndico lhe propõe: cuidar da mãe e da tia idosas, tendo como pagamento o perdão de algumas dívidas. Gianni assume o papel de cuidar das senhoras. Imagine um pequeno apartamento com 4 idosas de personalidades completamente diferentes. As atrizes que interpretam as idosas são maravilhosas na forma como se colocam na estória, com realce em suas rugas, nos cabelos brancos, nos gestos lentos, mas cada uma contando um pouco do que é ao espectador, sem muitas palavras. Durante o filme, Gianni cozinha para suas hóspedes e se delicia com vinho branco. Também pude observar as dificuldades do envelhecer. Talvez por isso fique no ar como um filme curto parece que demorou, porque a vida passa rápido, mesmo quando estamos a passos lentos. No começo pode parecer um filme meio parado por conta do que estamos acostumados com os recursos do cinema americano com seus efeitos especiais, 3D e etc, mas não desistam, vale cada minuto. Sabe quando os atores se entendem num olhar? É assim.
    Ficha técnica:
    Elenco: Gianni di Gregorio, Valeria di Franciscis, Marina Cacciotti, Maria Calì, Grazia Cesarini Sforza, Alfonso Santagata, Luigi Marchetti, Marcello Ottolenghi.
    Produção: Matteo Garrone
    Roteiro e direção: Gianni Di Gregorio
    Trailer:

    domingo, 9 de maio de 2010

    A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTONIA (1995)

    Uma produção da Holanda, Bégica e Inglaterra faz o delicado filme dirigido por Marleen Gorris, que traz personagens interessantes e a história de quatro gerações de mulheres da familia de Antonia. Se passa na Holanda, no pós-guerra. Antonia (Wileque Van Ammel Rooy ) volta ao vilarejo onde nasceu, trazendo sua filha adolescente, onde vai assumir a fazenda da família, plantando, colhendo, trabalhando pesado apenas com a ajuda da filha. As cenas de almoço ao ar livre são maravilhosas. O que é interessante é que os personagens são muito simples, porém incomuns: Um cara muito alto, com orelhas de abano, uma míope insegura, um filósofo pessimista que não sai de casa, uma criança prodígio, uma pintora, enfim, uma riqueza de personalidades. Acima de tudo, mostra a força e a praticidade de Antonia, para lidar com as situações que surgem ao longo do filme. Wileque tem um olhar que nos conquista na primeira cena. Gostei muito.
    trailer:
    http://www.youtube.com/watch?v=dH339VoOltM

    domingo, 28 de março de 2010

    CASAMENTO SILENCIOSO (Nunta Muta)

    Filme dirigido por Horatiu Malaele e traz no elenco Iona Anastasia Anton, Meda Andreea Victor, Alexandru Potocean Valentin Teodosiu, Alexandru Bindea, Luminita Gheorghiu, Vasile Albinet e Doru Ana. É um longa delicado e traz como cenário a Romênia. Num pequeno vilarejo, vários personagens interessantes, as conversas de bar e um casamento interrompido pela notícia da morte de Stalin (05/03/1953), então líder da União Soviética (que liderou a Romênia da 2ª Guerra até a queda do Muro). A decisão é continuar a festa. Uma criança acompanha tudo. A sequência da história é surreal e lembra o cinema mudo. A fotografia é muito bonita, os atores parecem pessoas comuns. Metaforicamente o filme mostra, em tons de comédia e drama, o que é estar silenciado. Prestem atenção na frase final do filme.

    PEQUENAS HISTÓRIAS

    Uma delícia a simplicidade com que se apresenta este filme nacional, que traz Marieta Severo costurando uma colcha de retalhos entre uma história e outra. O filme é do mesmo diretor de O menino Maluquinho (Helvécio Ratton) e traz no elenco Patrícia Pillar, Paulo José e Gero Camilo. Na história de Zé Burraldo encontramos uma criatura simples que é facilmente enganada pelos outros. Traz a reflexão de como é bom e ao mesmo tempo ruim, ser inocente. Bom porque é uma criatura sem máscaras, mas ruim porque se engana, mas no final das contas, o que vale é a boa índole do Zé. Esta história é baseada no conto de Ricardo Azevedo (Façanhas de Zé Burraldo). As histórias remetem à vida no campo, às lendas (como da Iara), mas também mostra, com sutileza, o quanto as pessoas se transformam quando estão mergulhadas na ilusão do "ter". Traz em uma das histórias a lenda da cidade de São João Del Rey (Procissão das Almas). A única das histórias que acontece na zona urbana é a do Natal (com Paulo José como papai Noel). Legal.
    Trailer:

    terça-feira, 23 de março de 2010

    VAN GOGH

    Filme premiado pela Academia Francesa (César de melhor ator para Jacques Dutronc) e melhor filme de 1991 pela revista francesa Cahiers du Cinéma. Dirigido por Maurice Pialat traz os dois últimos meses da vida do pintor holandês Vincet Van Gogh (Jacques Dutronc) em 1890. Ele tem menos de 40 anos. Hospeda-se na casa do seu médico, Dr. Gachet (Gérard Sety) que é louco por pintura e se envolve com a filha dele, Margueritte (Alexandra London), quase uma adolescente. Vincent Van Gogh não se adapta ao mundo, nem a vida, nem a ninguém. O que o filme me mostrou foi que a única coisa que o deixava um pouco em paz, era pintar. Sente-se deslocado, avesso ao que o rodeia. Não consegue amar... A fotografia do filme é belíssima, cheia de poesia, de campos de trigo (Van Gogh pintando, usando seu chapéu de palha), e transparece a história de um artista frágil, instável, cuja loucura fica implícita em seu jeito estranho. Maurice Pialat, que pintava antes de começar a carreira cinematográfica, homenageia o pintor. O filme vale pelo conteúdo histórico, pela fotografia, mas deprime um pouco ver um gênio tão angustiado com a própria existência. Valeu também pela pesquisa que fiz sobre o diretor e acabei aprendendo um pouquinho sobre o cinema frances, que eu gosto.(Veja a pesquisa abaixo).
    Maurice Pialat nasceu em 1925 e foi um importante cineasta francês, ensaiou a carreira de pintor, o que o faz entrar numa escola de Artes Decorativas. Só em 1969, com quase 45 anos, ele estréia com "A Infância Nua". Em 1972, seu primeiro sucesso de público, " Nós Não Envelheceremos Juntos". Em 1980 ele convida dois atores, Gérard Depardieu e Isabelle Huppert, e roda "Loulou" (um filme sobre relações desajustadas dentro de um caso de amor, que ganha status de cult e passa a influenciar diversos realizadores franceses). Em 1983, roda "Aos Nossos Amores". Em 1987, recebe a Palma de Ouro em Cannes por "Sob o Sol de Satã".(Pesquisa
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Pialat, http://www.verdestrigos.org/wordpress/?p=938, entre outros).
    Hoje não colocarei o trailer, veja as telas de Van Gogh:
    http://www.youtube.com/watch?v=XemweIAvi8Q

    sábado, 20 de março de 2010

    CÓDIGO DE CONDUTA

    Um homem que perde tudo é capaz de qualquer coisa. O tema principal deste filme é a revolta contra o sistema judiciário. Traz Gerard Butler como um pai de família que presenciou uma tragédia e vê os responsáveis pela sua perda, serem beneficiados com um "acordo judicial". Contracenando com Gerard Butler está Jamie Foxx (que dispensa comentários depois de interpretar Ray Charles), que é um advogado que sempre ganha suas causas. Gerard surpreende com uma encenação no começo do filme, com uma expressão dramática (que muitos acreditavam que ele não seria capaz). No desenrolar, foi obviamente aquele jeitão psicótico-lunático de 300 que nós conhecemos, com pitadas de humor negro. Outra atriz de calibre, Viola Davis, interpreta a prefeita. O filme é interessante, tem drama, ação e muitas situações inesperadas, por conta da inteligência do personagem de Gerard. Até agora, não concordo com o final do filme. Assistam e comentem.
    Trailer:
    http://www.youtube.com/watch?v=n34wVRu0-rQ

    domingo, 7 de março de 2010

    O TIGRE E A NEVE (La Tigre e La neve)

    Produção italiana de 2005. Atillio (Roberto Benigni) é um professor de poesia, apaixonado e que vive a sonhar (literalmente) com Vittoria (Nicoletta Braschi). Ele vive atormentado por uma paixão (aparentemente) platônica e quando vai a uma palestra do amigo iraquiano Fuad (Jean Reno), a encontra. Ela está escrevendo um livro sobre Fuad. Ao viajar para o Iraque, ela sofre um acidente. Attilio embarca numa missão maluca para conseguir entrar no país invadido por soldados norte-americanos e cuidar de Vittoria. O que percebi é que há um paralelo entre o Tigre e a Neve e A Vida é Bela (onde Benigni fez a festa no Oscar): a situação dramática e cômica onde os personagens de Benigni, sempre atrapalhados, se metem em situações inusitadas e insanas em meio à guerra. Quem traz um pouco de realismo à história é Fuad. Não conheço outros trabalhos de Nicoletta Braschi, mas achei sua atuação sem expressão. Emilia Fox (Jornada da Alma) faz uma ponta no filme. No final, temos uma surpresinha. Assistam!

    trailer:
    http://www.youtube.com/watch?v=JfAZ0nBV1Zg

    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

    JORNADA DA ALMA


    "Maldita felicidade!" Frase dita por Jung, quando está apaixonado por sua paciente russa Sabina Spielrein. Ele sabia que não só estava traindo sua esposa, como também sendo anti ético, e, por mais feliz que estivesse, amaldiçoava aquele sentimento. O filme conta a história de Sabina (Emilia Fox, encantadora neste papel), uma paciente com sérios distúrbios mentais, que é curada através do tratamento de Jung. Ele faz dela a guardiã de sua alma. O filme traz a trajetória desta mulher excêntrica e corajosa. A música Tumbalalaika, cantada por Sabina é belíssima. Este filme me foi indicado e cedido por uma grande amiga do coração (Obrigada, Zilene).
    Vale a pena conferir.
    Abaixo a URL com o trailer:

    http://www.youtube.com/watch?v=qZa3_IYcW5A

    domingo, 14 de fevereiro de 2010

    O GUERREIRO GENGHIS KHAN

    O nome original do filme é Mongol. Foi produzido pela Alemanha, Cazaquistão, Rússia e Mongólia. Conta a história do guerreiro, iniciando quando ele tinha apenas 9 anos. Mostra as muitas lutas de sua vida, a separação da familia, escravidão, libertação e depois o domínio, e claro, entre tudo isso, a sua história de amor com uma esposa escolhida ainda quando era criança. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008. Um filme diferente, em alguns momentos lembra um pouco os filmes de Tarantino (tanto pela trilha sonora quanto pelo sangue nas batalhas). Para quem gosta de épicos, recomendo.

    Veja o trailer:

    http://www.youtube.com/watch?v=NhogZBNdrnc

    terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

    O PSICÓLOGO (The doctor is out)

    Pense num terapêuta que é bem sucedido em Hollywood, atende celebridades, mora numa mansão e é completamente infeliz. Ele é Henry Carter (Kevin Spacey). Ele fuma o tempo todo, se embriaga à noite, não faz a barba e dorme no sofá da mansão. Parece que está fora da realidade e, aos poucos, com o desenrolar da estória, percebemos que todos os "problemas" trazidos ao seu divã são superficiais, quando comparados à dor que ele está sentindo. Bem, no final tem o velho recurso hollywoodiano, que ficou meio fantasioso. Eu achei que o filme fosse fraquinho e me surpreendi. Gostei e recomendo.
    trailer:
    http://www.youtube.com/watch?v=jf_8g2lDbzg

    À DERIVA


    Filme nacional com Débora Bloch e Vincent Cassel. Traz a estória de uma familia classe média que vai à Buzios, pra ver o que faz com a relação do casal que está desmoronando. Filipa é a filha adolescente que mais sofre com a possível separação dos pais. Achei um filme médio... Só no final é que acontece uma surpresa. As praias são lindas.

    FALANDO GREGO

    Trata-se de uma comédia romântica aguinha-com-açúcar. Gosto da simpatia da atriz (Nia Vardalos, a mesma de Casamento Grego, lembram?). A estória traz Georgia (Nia) que é uma americana, descendente de gregos que vai para a Grécia tentar lecionar história antiga e acaba se transformando numa guia de turismo frustrada. O filme é leve, mas as paisagens... Dá uma vontade de fazer uma loucura, parcelar em "n" vezes um pacote e ir correndo conhecer a Grécia. Trata também da questão de enxergar a alegria que existe por perto, que passa batida quando se está descontente com a vida. Gostei...
    trailer:
    http://www.youtube.com/watch?v=hQ5-xyE6J0w

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    VIDA DE CASADO

    A história de Henry e Pat, um casal na meia idade numa vida tranquila, quando Henry se apaixona por Kay, que é bem mais jovem que ele e viúva (Rachel Adams, loiríssima neste filme). Henry não consegue se separar de Pat, mas quer ficar com Kay. Até que o melhor amigo de Henry (Pierce Brosnan), a pedido deste, começa a visitar Kay e... vocês já imaginam o que acontece. Mas, a trama é bem interessante e se passa nos anos 40. A frase dita repetidas vezes no filme: "ninguem pode ser feliz às custas da infelicidade de outra pessoa". Gostei, recomendo.

    LANTERNAS VERMELHAS


    Filme chinês. O assunto principal é o convívio de um senhor com 4 esposas, uma poligamia consentida. O filme é dividido com estações do ano, mas percebe-se que não há primavera. Acredito que cada estação mostra o perfil de uma das esposas. A sutileza dos sentimentos que as aflige tambem evidencia como as mulheres podem ferir, quando estão machucadas.

    domingo, 31 de janeiro de 2010

    CAMILE CLAUDEL.

    Hoje estou começando meu blog, com a ajuda de meu irmãozinho querido que entende tudo de internet/informática (obrigada, Ogronildo). Espero compartilhar comentários sobre filmes, já que é um hobby que tenho ha algum tempo. Vou indicar os que aprecio e comentar sobre os que não gostei (pra que ninguém perca tempo vendo porcaria). O último filme interessante que vi foi CAMILE CLAUDEL, é francês, com atuação incrível de Isabelle Adjani junto a Gerard Depardieu. É um drama intenso, pesado, por isso, se for ver este filme, lembre-se de pegar uma coisinha mais light pra ver depois...
    O filme conta a história de Camile Claudel, que foi uma escultora contemporânea de Rodin. Rodin era 20 anos mais velho que ela e seu mestre. Nem preciso dizer que rolou uma paixão, não é? O filme retrata o trabalho de Camile e sua vida pessoal, com e sem Rodin. Se quiser saber mais, vai ter que assistir. Gostei, recomendo.